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segunda-feira, 26 de março de 2012

Carlos Gardel: a alma do tango argentino


 Por: Gildinha Passos

Quando falamos em algo que represente a Argentina, lembramos logo do tango. E um dos maiores ícones deste ritmo chama-se Carlos Gardel. 

Nascido na França em 1890, Carlos Gardel chegou a Buenos Aires com dois anos acompanhado de sua mãe. Filho de pai desconhecido teve uma infância pobre. Começou a carreira de cantor aos 17 anos, e em 1911 formou dupla com o uruguaio José Razzano, no auge da dupla em 1914 foram considerados fenômenos e garantiram público certo no cabaré Armenonville, em Buenos Aires, lugar boêmio da época.
 Carlos Gardel iniciou carreira solo em meados dos anos 1920, já era conhecido em boa parte da América latina. Conquistou espaço na Europa e também nos Estados Unidos, onde invadiu o cinema e se destacou com seu ar boêmio e o tango argentino.
Gardel se transformou em uma lenda do tango, e um representante fiel da cultura argentina. Morreu em trágico acidente de avião em Medellín, na Colômbia em 1935.

Até hoje é admirado no país, e seus fãs perpetuam sua carreira e sua obra. Dizem que Gardel canta cada vez melhor. Seus maiores sucessos musicais foram: Mi Buenos Aires Querido, El Día Que Me Quieras, Volver, A Media Luz e El Choclo. E seus pricipais filmes foram: Flor de Durazno (1917), Cuesta Abajo (1934), El Día Que Me Quieras (1935), The Big Broadcast of 1935 (1935).

 *imagem: Google

segunda-feira, 19 de março de 2012

Podcast: Entrevista povo de Suriname.




A tecnologia do podcast desenvolvida pela Apple já permite mais interação e dinamismo na comunicação mundial. O pessoal do podcast “Ulivewere” descobriu mais sobre a cultura e ponto de vista político de quem vive em Paramaibo, capital do Suriname.
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Está em inglês, com muita dicção e com conversação não muito rápida. Para quem tem alguma noção do idioma não é tão difícil de entender.  Todos aspectos como Educação, Política, Cultura e a pluralidade de idiomas são abordados nessa edição.
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Clicando no link abaixo você ouve automaticamente do seu navegador, mas se preferir pode salvar para ouvir depois ou até assinar o podcast deles no “Itunes” clicando no segundo link.
http://www.ulivewhere.com/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Carnaval de Ouro na Bolívia



O carnaval de Oruro se origina nas ancestrais invocações andinas à Pachamama (Mãe Terra), ao Tio Supay (Diabo) dos lugares mineiros e à Virgem da Candelária. Sua funda espiritualidade e magnetismo foi o fruto de uma evolução no tempo.
A história do Carnaval de Oruro começa com a aparição da imagem da Virgem da Candelária em 1789, e sua revelação posterior numa gruta do cerro "Pié de Galo". Conta a lenda que em um buraco abandonado na mina desse cerro, vivia um ladrão chamado Anselmo Selarmino (o Nina Nina ou Chiru Chiru) que roubava para repartir entre os pobres. Numa de suas correrias noturnas foi mortalmente ferido por um obreiro de quem pretendeu roubar o único tesouro que tinha.
Em sua agonia foi transladado por uma virginal mulher do povo até sua morada. No dia seguinte foi enorme a surpresa dos mineiros da zona que ao acharem o cadáver, encontraram uma bela imagem da Virgem da Candelária custodiando a cabeceira da pobre cama do ladrão.
Diante da descoberta da virgem resolvem rezar para ela durante três dias ao ano desde o sábado do carnaval, usando disfarces a semelhança do diabo ao ritmo de uma cativante música. Desde então realizam a Entrada de Carregamentos e Ceras, com ornamentos regionais, presentes de prata para a Patrona, viandas e bebidas.
No período de 1900 a 1940, surgem as primeiras Comparsas ou Fraternidades devotas da Virgem como tropas de Diabos, Morenos e Tobas para desfilar até a antiga Capela do Buraco extasiados de Chicha e Álcool. Durante estes anos ainda não participavam meninos nem mulheres.
Entre 1940 a 1980, reavivando preconceitos, empregados do comércio, dos bancos, mestres e até um militar se uniram ao Carnaval e marcaram inovações aos futuros rumos da original entrada. Em 1970, o governo declarou a Oruro Capital do Folclore Boliviano, acrescentando a corrente turística.
Começam a surgir outros conjuntos e com a chegada da juventude e da mulher no Carnaval, este começa a se massificar. Na década dos 80 até os dias de hoje, se vive um período de esplendor com a espetacular apresentação da mulher, o despregue de trajes e o esbanje da beleza juvenil.


Fonte: www.ciberamerica.org

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Um romance sangüíneo como o bebop"

Um livro perigoso, que cativa pela insubordinação, pela valorização do comportamento desregrado, esse mesmo que parece já não caber mais em nossa sociedade contemporânea; é assim que os criticos literarios do mundo descrevem Rayuela ou O Jogo da Amarelinha, titulo da edição brasileira. Muito já se escreveu sobre este livro e sobre o seu autor, o escritor argentino Julio Cortázar. O livro foi sucesso imediato de público e de crítica ao ser lançado, em 1963, e a qualidade mais destacada pelos comentaristas é sempre a multiplicidade de leituras que o texto é capaz de proporcionar.
Ele é uma obra aberta, um romance que pode ser desmontado pelo leitor, e que dá a liberdade poucas vezes concedida a alguém de refazer a seqüência de seus capítulos.
E para sentir o gosto das sedutoras palavras de Cortázar, leia o trecho abaixo e instigue-se nessa aluciante descrição do ato de sedução entre dois corpos.

"Toco tus labios con un toque de un dedo el contorno de su boca, deseo señalar a su boca como si saliera de mi mano como si fuera la primera vez que su boca es y sólo entreabrisse me cierro los ojos para deshacerlo todo y empezar de nuevo. Yo nací, a la vez, quiero tu boca, tu boca, mi mano y yo elegimos para dibujar la cara, una boca de todos los elegidos, con soberana libertad elegida por mí para dibujarla con mi mano en su cara y que, por una oportunidad, no busco comprender coincide exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano desenha.Tu me miras, me miras de cerca, más de cerca y entonces jugamos al cíclope, cuando veremos en cerca y nuestros ojos se agrandan, se acerca, se superponen y están buscando cíclope, la respiración indistinto, sus bocas son y luchar débilmente, mordiéndose los labios, un poco de apoyo del silbato , jugando en sus cuevas, donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un gran silencio. Entonces mis manos buscan ahogar en tu pelo, acariciar lentamente la profundidad de tu pelo mientras nos besamos como si tuviéramos la boca llena de flores o de peces, fragancia animada, de oscuro. Y si nos mordemos el dolor es dulce, y si nos ahogamos en un breve y terrible al mismo tiempo absorber el aliento, esa instantánea muerte es bella. Y ya que sólo hay una sola saliva y un solo sabor a fruta madura, y yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua."

Tradução:
Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais perto e nossos olhos se tornam maiores, aproximam-se, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando indistintas, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.