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segunda-feira, 26 de março de 2012

“Pedra superior ao Sol onipotente”

Um pilar de pedra em forma quadrangular e alongada, que se afunila no cume. Essa é a descrição de um Obelisco. O El Obelisco é um monumento histórico da cidade de Buenos Aires, Argentina. Foi erguido na Praça da República, em comemoração ao quarto centenário da fundação da cidade.

Com 67,5 m de altura e uma única entrada, o monumento tem uma única entrada e quatro janelas no cume, que para serem alcançadas é necessário subir 206 degraus. O projeto é do arquiteto Alberto Prebisch, um dos principais arquitetos do modernismo argentino. As obras iniciarma em 20 de março de 1936, e o monumento foi inaugurado em 23 de maio 1936.

Para homenagear o arquiteto Prebisch, na base do obelisco, em um pequeno retângulo, se encontra escrito o soneto de Baldomero Fernandez Moreno:
El Obelisco
¿Donde tenía la ciudad guardada
esta espada de plata refulgente
desenvainada repentinamente

y a los cielos azules asestada?
Ahora puede lanzarse la mirada
harta de andar rastrera y penitente
piedra arriba hacia el Sol omnipotente

y descender espiritualizada.
Rayo de luna o desgarrón de viento
en símbolo cuajado y monumento
índice, surtidor, llama, palmera.

La estrella arriba y la centella abajo,
que la idea, el ensueño y el trabajo
giren a tus pies, devanedera.

Por: Karine Nascimento
Com informações do site Wikipédia
Foto divulgação

Primeiro Festival de Cinema da Unasul ocorre em setembro, na Argentina

Com o tema "Integrando a diversidade", a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) realizará um primeiro Festival de Cinema, previsto para o período de 22 a 29 de setembro, na provincia argentina de San Juan (oeste).

Devem participar mais de 40 filmes, anunciou a Secretaria de Cultura da província, nesta terça-feira (20). As inscrições estão abertas a filmes de ficção e documentários de realizadores dos países membros - Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

O primeiro prêmio será de 15.000 dólares para o melhor longa-metragem de ficção, seguindo-se 10.000 dólares para o melhor longa-metragem documental e 5.000 para o curta-metragem de ficção ou documental.

O festival tem o apoio da Secretaria de Cultura da Nação e o Instituto Nacional de Cinematografia e Artes Audiovisuais da Argentina (INCAA).

fonte: http://cinema.uol.com.br/ultnot/afp/2012/03/20/primeiro-festival-de-cinema-da-unasul-em-setembro-na-argentina.jhtm

Carlos Gardel: a alma do tango argentino


 Por: Gildinha Passos

Quando falamos em algo que represente a Argentina, lembramos logo do tango. E um dos maiores ícones deste ritmo chama-se Carlos Gardel. 

Nascido na França em 1890, Carlos Gardel chegou a Buenos Aires com dois anos acompanhado de sua mãe. Filho de pai desconhecido teve uma infância pobre. Começou a carreira de cantor aos 17 anos, e em 1911 formou dupla com o uruguaio José Razzano, no auge da dupla em 1914 foram considerados fenômenos e garantiram público certo no cabaré Armenonville, em Buenos Aires, lugar boêmio da época.
 Carlos Gardel iniciou carreira solo em meados dos anos 1920, já era conhecido em boa parte da América latina. Conquistou espaço na Europa e também nos Estados Unidos, onde invadiu o cinema e se destacou com seu ar boêmio e o tango argentino.
Gardel se transformou em uma lenda do tango, e um representante fiel da cultura argentina. Morreu em trágico acidente de avião em Medellín, na Colômbia em 1935.

Até hoje é admirado no país, e seus fãs perpetuam sua carreira e sua obra. Dizem que Gardel canta cada vez melhor. Seus maiores sucessos musicais foram: Mi Buenos Aires Querido, El Día Que Me Quieras, Volver, A Media Luz e El Choclo. E seus pricipais filmes foram: Flor de Durazno (1917), Cuesta Abajo (1934), El Día Que Me Quieras (1935), The Big Broadcast of 1935 (1935).

 *imagem: Google

Pesquisadores debatem segurança alimentar na Argentina


Por: Karine Nascimento

Com informações da Agencia Brasil

A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano e, segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), cabe ao poder público assegurá-lo. Para garantir a segurança alimentar e nutricional representantes do Brasil, da América Latina e do Caribe se reúnem de hoje (26) até sexta-feira (30) na 32ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Buenos Aires, na Argentina.

Com o tema segurança alimentar e nutricional, os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos no mundo. O evento pretende aprovar propostas para 2012 e 2013. Na conferência, também serão analisados os relatórios elaborados pelas comissões técnicas regionais sobre florestas e pecuária. De acordo com a FAO, nas conferências regionais ocorrem as avaliações e correções das medidas que devem ser executadas.

 Em dezembro de 2011, o índice de reajuste preços internacionais dos alimentos atingiu a maior média da década de 2000-2010, 63%. Segundo especialistas, há indicações de a tendência de elevação dos preços ser mantida nos próximos anos em decorrência de vários fatores, inclusive as mudanças climáticas.

 A expectativa é que, durante a conferência, a FAO apoie iniciativas de fortalecimento institucional relacionadas à segurança alimentar por intermédio de órgãos de integração política e econômica na América Latina e no Caribe. Há, ainda, a intenção de fortalecer as parcerias de cooperação para troca de experiências a fim de superar as dificuldades da região.

domingo, 25 de março de 2012

La Argentina, enojada con el mundo

 Este artigo de opinião foi publicado no jornal 'La nacion' da Argentina. E se refere as ordens do governo argentino que está proibindo importações de produtos de outros países, inclusive do Brasil.                                                                                         

Por Joaquín Morales Solá | LA NACION

Cristina Kirchner quiere un enemigo. Tarde o temprano, siempre lo termina construyendo según la medida de su necesidad política. Ahora le tocó al mundo. Los Estados Unidos están a punto de sacarle a la Argentina las ventajas comerciales para exportaciones nacionales. El rey Juan Carlos viajará en los próximos meses a México, Brasil y Chile. En un recorrido parecido al de Barack Obama en su momento, pasará por el cielo de la Argentina sin aterrizar en Buenos Aires en medio del grave conflicto por el control de YPF, propiedad mayoritaria de la española Repsol.

El Fondo Monetario Internacional podría dictar duras sanciones contra la Argentina en los próximos tres o cuatro meses para castigar sus trastornos estadísticos y económicos, según adelantaron inmejorables fuentes. Los empresarios de Brasil y Chile están presionando fuertemente a sus gobiernos para que tomen distancia de un régimen argentino de importaciones que depende de la voluntad absoluta y contradictoria de un solo hombre. La bronca europea oscila entre las trabas comerciales de Moreno, el caso Repsol y la inexplicable sobreactuación argentina contra los británicos por Malvinas.
¡Qué maravilla! Hemos argentinizado YPF sin poner un peso. La exclamación fue de Néstor Kirchner poco después de que la familia Eskenazi accediera a parte del paquete accionario y al gerenciamiento de la petrolera. Se la dijo a un funcionario que todavía está en la administración. No se hacen esas cosas sin poner un peso. La compra de acciones por parte de los Eskenazi debía ser pagada con sus ganancias en la empresa.

Ese fue el acuerdo de Repsol con los Eskenazi, que Kirchner respaldó y del que luego se ufanó. No es cierto que no se invirtió. YPF invirtió. ¿Pudo invertir más? Sí, pero el acuerdo para argentinizarla obligaba a liquidar las ganancias , recordó otro funcionario que trabajó en el acuerdo. El presidente de Repsol YPF, Antonio Brufau, le recordó los términos de ese pacto al propio representante del Estado, Roberto Baratta, durante una tensa reunión del directorio de la compañía. Los españoles no saben ya qué ha cambiado desde entonces, ni quién es ahora un interlocutor argentino fiable, ni qué es lo que quiere la Presidenta.

Quiere el espectáculo de la guerra, por ahora. En la famosa reunión del directorio en la que no pudieron ingresar Baratta y dos funcionarios nacionales, Axel Kicillof y Daniel Cameron, hubo una mediación frustrada. Un miembro independiente del directorio, Mario Blejer, consiguió que Brufau accediera a que se sentaran en la reunión Cameron y Kicillof; éstos habían aceptado antes la mediación de Blejer. Cuando llegó la invitación, los funcionarios se negaron a ingresar. Habían consultado con Cristina Kirchner y ésta les ordenó rechazar la mediación. Luego, los funcionarios denunciaron ante los periodistas que no se los dejó entrar, lo cual fue cierto en el primer momento, pero no en el último.
En una segunda reunión, los mismos funcionarios, ya en reunión de directorio, aceptaron aprobar la memoria y el balance, aunque pidieron un cuarto intermedio para redactar dos objeciones parciales. Cuando regresaron, anunciaron que votarían en contra de todo el balance y que no le agregarían nada. La Presidenta había vuelto a obturar cualquier posibilidad de acuerdo.

La tercera reunión fue la del miércoles pasado. La mayoría de los accionistas de YPF, Repsol y los Eskenazi anunciaron que no liquidarían dividendos de los años 2010 y 2011, que usarían esos recursos para capitalizar la empresa, que no comprarían dólares y que no girarían divisas al exterior. Era la respuesta perfecta para las quejas presidenciales por la liquidación de ganancias. La Presidenta volvió a rechazar el acuerdo y pidió que ese dinero no sirviera para capitalizar la empresa, sino para crear un "fondo de inversión".

Una empresa capitalizada está en mejores condiciones de conseguir créditos para inversiones. Es improbable, además, que los dueños de YPF usen esa capitalización para hacerse de dólares en Nueva York, como denunció Kicillof. Incurrirían en una mentira o en una traición. En tal caso, la maquinaria de inteligencia y mediática del Estado les caería encima en el acto.
Los dueños de YPF decidieron no sentar el precedente de un "fondo de inversión", que luego el Gobierno podría digitar a su antojo. ¿Por qué no reclamaría más recursos para ese fondo? ¿Por qué no podrían pagarse con esos recursos las importaciones de combustibles, que este año podrían oscilar entre los 10.000 y los 12.000 millones de dólares?

Las inversiones de Repsol en la Argentina son las inversiones industriales más importantes de España en el mundo. En la Argentina está la primera colectividad española en el exterior. El rey Juan Carlos tiene una histórica relación con la sociedad argentina y con la propia Presidenta. El monarca rompió todas las reglas del Estado español cuando en 2007, poco antes de las elecciones que ganó Cristina, recibió a ésta en su residencia de verano. El rey no recibe visitas extranjeras durante sus vacaciones ni se reúne con candidatos. La Presidenta nunca le devolvió ningún favor.

Yo no le aconsejaría al rey que viaje ahora a la Argentina , dijo un funcionario español, que aceptó que Buenos Aires es una escala indefinida e inasible para todo el gobierno de su país. El funcionario español había tenido acceso a los informes que revelaron la exasperada reunión de Cristina con el príncipe Felipe durante los fastos de su asunción, en diciembre pasado. ¿Para qué iría el rey ahora a Buenos Aires en medio de la disputa por Repsol, que es una cuestión de Estado para España? , se preguntó el funcionario.

El caso Repsol, que tiene un 20 por ciento de sus acciones en manos de norteamericanos, y las restricciones para acceder al dólar y para liquidar dividendos, han destruido cualquier posibilidad de inversión externa o local. ¿Quién traería dólares al país si después no podría sacarlos? Un prestigioso analista económico fue contratado por dos fondos de inversión, uno en Miami y otro en Bruselas, para dar conferencias ante potenciales inversores. No dio ninguna conferencia. Cobró sus honorarios y se volvió sin poder hablar. No hubo ningún interesado en invertir en la Argentina.

Los industriales de San Pablo están en pie de guerra con la Argentina. El método Moreno para las importaciones es tan "indescifrable" para ellos como lo es el sistema cambiario argentino para el BID, un banco amigo del Gobierno. Una delegación de empresarios chilenos vino a Buenos Aires para reunirse con Moreno; querían conversar sobre las limitaciones a las exportaciones chilenas. Moreno canceló la reunión cuando los empresarios ya estaban en Buenos Aires, apenas 48 horas antes de que la Presidenta fuera a Santiago. Los chilenos no están más serenos que los brasileños.

Sólo faltaba el aislamiento cultural. Llegó. La última decisión de Moreno, que frenó la importación de libros y su compra por Internet, es una de las más autoritarias que tomó la democracia argentina. Los pretextos que respaldan esa decisión son embusteros. ¿Cristina Kirchner conoció con antelación la decisión sobre los libros? ¿Esa es la misma presidenta que autorizó personalmente el primer homenaje a los valerosos jueces que juzgaron a las Juntas Militares en 1985, olvidados durante casi nueve años por el kirchnerismo?
Los libros no son de consumo masivo, es cierto, pero son un símbolo de la libertad. ¿Sabe la Presidenta que las restricciones a los libros (y, por lo tanto, a la cultura y al conocimiento) son una vieja expresión del oscurantismo político? ¿Aspira a que ese sea el legado de su presidencia? Los libros aparecen, así, como otro enemigo en la larga saga presidencial de batallas culturales y de guerras políticas.

http://www.lanacion.com.ar/1459426-la-argentina-enojada-con-el-mundo

sábado, 24 de março de 2012

Futebol: paixão de hermanos e brasileiros


                                                                                                                               Por: Gildinha Passos

A paixão nacional do brasileiro é o futebol. Na Argentina acontece o mesmo, no entanto há uma rivalidade épica entre a seleção brasileira e a seleção argentina. Quem já não ouviu a celebre pergunta: ‘quem é o melhor Maradona ou Pelé?’, os brasileiros defendem Pelé, e os argentinos enaltecem o Maradona. 

                                     
A rivalidade entre o futebol brasileiro e o argentino teve seu embate maior em 1920, quando a seleção brasileira foi jogar em Buenos Aires contra a seleção argentina, e jornais argentinos publicaram charges referindo-se aos jogadores brasileiros como macacos. Na época não era permitido jogadores negros em times de futebol, e a seleção canarinho, como é chamada a seleção brasileira, tinha quatro jogadores negros. Com tamanha ofensa, os quatro jogadores recusaram entrar em campo. O jogo aconteceu depois de um acordo entre as seleções, e jogaram a partida com oito em cada time, neste episódio a seleção argentina ganhou por 3x1. Infelizmente o episódio veio a se repetir em mais três situações entre confrontos das duas seleções.

Na década de quarenta foi realizada a Copa Roca, onde eram formados os times apenas com jogadores que estivessem atuando no país, já que não seguia o calendário oficial da FIFA (Federation Internacionale de Football Association). Durante a copa a seleção argentina goleou nossa seleção em dois momentos, o primeiro com o placar de 6x1, e o segundo na final da copa com 5x1 no placar. Mas os brasileiros tiveram revanche, em 1945 também pela Copa Rica, a seleção brasileira goleou a seleção argentina por 6x2. Hoje um jogo entre as duas seleções é considerado um clássico, mundialmente comentado.


Os principais jogadores neste duelo de seleções é Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, representando a seleção canarinho, e Diego Armando Maradona pela Argentina. Pelé é considerado o maior jogador de todos os tempos, menos pelos argentinos. Em 2000, o brasileiro foi eleito pela Fifa o melhor jogador do século XX, à frente do craque argentino Diego Maradona. Os atuais favoritos das seleções pelo Brasil é Neymar, que joga no Santos time paulista da primeira divisão, e Leonel Messi, que atua no Barcelona na Espanha, pela argentina.

As seleções se confrontaram algumas vezes em Copas do Mundo em 1974 com o placar de 2x1 para o Brasil, em 1978 com o placar de 0x0, em 1982 com vitória brasileira de 3x1, e na copa de 1990 onde a seleção argentina eliminou o Brasil da competição com o placar de 1x0, gol marcado nos minutos finais do segundo tempo.

Na contagem dos títulos o Brasil possui cinco copas do mundo, três Copas da Confederações e oito Copa América, já a Argentina tem dois mundiais, uma Copa das Confederações, dois títulos em Olimpíadas, e 14 Copa América.  

*imagens do Google

sexta-feira, 23 de março de 2012

Hacia un teatro elitista para todos

No mês dedicado ao circo e ao teatro, vamos conhecer um pouco da vida cotidiana de três argentinos da companhia francesa "O Cirque de Soleil"

El músico Jean-Jacques Lemêtre, el actor y director Serge Nicolaï, y la actriz y directora Olivia Corsini¸ integrantes del Théâtre du Soleil, hablan de su trabajo y de la controvertida definición de teatro popular de calidad que define a la compañía francesa.

 

POR Ivanna Soto



Corrían los setenta y los encuentros programados todavía tenían algo de impreciso, de casual, de esas citas que hacen pensar que “quizás el otro…”, sin las certezas de la tecnología. Pero bastaron algunas descripciones previas por teléfono para reconocerse: “Soy grande, tengo el pelo y la barba larga y oscura”. Eso dijo Jean-Jacques Lemêtre, hace 33 años, antes de encontrarse con Ariane Mnouchkine en el metro Etoile en París para empezar a trabajar juntos. Y se reconocieron, reafirmando con señas lo que no hace falta con palabras, como quien está destinado a entenderse, como quien comparte el mismo código sin saberlo.Hoy, aunque los tonos del pelo y la barba se hayan desgastado por el tiempo, la comunicación entre ellos perdura inmutable. “En los ensayos, no nos hablamos nunca, nos hacemos señas con los ojos, gestos, mímicas”, cuenta a Ñ digital en la sala grande de Timbre 4 -la escuela de actuación que dirige Claudio Tolcachir-, esta figura mítica e imprescindible del Soleil, gracias a la cual hoy es posible celebrar la unión entre la música y el teatro. Junto a él también se encuentra el actor y director de cine y teatro Serge Nicolaï y la actriz y directora Olivia Corsini, quienes vinieron a Buenos Aires para dictar seminarios en Timbre 4, en donde también estrenan A puerta cerrada, de Jean-Paul Sartre, con elenco local.

Fue en 1964 cuando Mnouchkine,
hija del productor de cine ruso Alexandre Mnouchkine, fundó la Compañía Théâtre du Soleil en Francia, hoy un referente indiscutido del teatro francés y del mundo con su propuesta de teatro popular de calidad. En las antípodas de las estructuras jerárquicas, la compañía se define como “una cooperativa obrera de producción”: una forma de teatro donde todos tienen la posibilidad de colaborar, sin que haya directores o técnicos según la acepción tradicional y todos los integrantes cobran el mismo salario.

“Las ideas y las propuestas de Ariane llegan de una necesidad y una exigencia. Ella es una mujer que vive en el presente, y cuando hace una propuesta es porque para ella en ese momento esa historia tiene que ser contada”, asegura Corsini. Así, con una estética teatral que es síntesis entre Oriente y Occidente y, al estilo teatro kabuki o noh, privilegia la composición musical, las máscaras, los maquillajes y la marcación gestual de los actores, en su lista no hay estilo que se le escape. Cuentan con teatro histórico, teatro contemporáneo, revisión de tragedia clásica, incluso hasta Shakespeare. Su primer gran hito fue La cuisine (La cocina) (1967), de Arnold Wesker. Y sus últimas obras son Les Ephémères (Los efímeros) (2006)- parte del programa del FIBA 2007, la última vez que la compañía francesa vino al país- y Les Naufragés du Fol Espoir (Los náufragos de La Loca Esperanza) (2010) -con la que estuvieron en enero pasado en el Festival Santiago a Mil 2012, luego de recorrer Brasil.

Confira mais detalhes no link: http://www.revistaenie.clarin.com/escenarios/teatro/Jean-Jacques-Lemetre-Serge-Nicolai-Olivia-Corsini-Theatre-du-Soleil_0_668933328.html

domingo, 18 de março de 2012

Justiça argentina acusa Clarín de discriminação e manda retificar título

Francisco Luque - De Buenos Aires


Buenos Aires - A Justiça argentina condenou o jornal Clarín a retificar o título de um artigo publicado em 2009, que dizia que “as mulheres pobres tinham filhos para receber subsídios”. O artigo, publicado no suplemento Zona, faz uma descrição do fenômeno de mães com muitos filhos, com entrevistas e dados estatísticos do Ministério do Desenvolvimento Social sobre o aumento das pensões pagas pelo Estado às mães. O título do artigo foi: “A fábrica de filhos: concebem em série e ganham uma pensão melhor do Estado”.
O Clarín foi condenado a retificar este “título ofensivo”, qualificação proposta pela Justiça, que considerou que o texto denota “um conteúdo tendente à discriminação e violência psicológica, sexual, simbólica contra a mulher difundindo uma imagem estereotipada que atenta contra sua liberdade reprodutiva”.
O título discriminatório do artigo aponta para o coração de um dos programais mais importantes implementados pelo governo de Cristina Fernández de Kirchner: a Renda Universal por Filho. Este plano beneficia trabalhadores informais, desempregados e trabalhadores domésticos que tenham filhos menores de 18 anos e também mulheres grávidas. Todas as mulheres grávidas podem ter acesso à Renda por Gravides, desde a 12ª semana de gestação até o nascimento ou interrupção da gravidez, sempre e quando não exceda as seis mensalidades. A implementação desse programa conseguiu reduzir a indigência em aproximadamente 50% no país.
A ação contra o Clarín foi apresentada pelas deputadas nacionais Diana Conti e Juliana Di Tullio e pela congressista María Teresa García. Para elas, o Clarín praticou “uma clara violência midiática contra as mulheres”, dado que no artigo questionado “se injuria, difama, discrimina, desonra, humilha e se atenta contra sua dignidade”. Para as deputadas, o título transmitia “uma mensagem de desigualdade de tratamento tendente a construir um padrão sociocultural reprodutor desigualdades ou gerador de violência contra as mulheres”. Ao mesmo tempo era “uma prática discriminatória, ao estigmatizar um grupo social – mulheres pobres – como incapazes para decidir livremente a concepção de um filho ou dispostas a procriar a fim de obter uma prestação social do Estado”.
Um dado importante da decisão é que, ao analisar o texto escrito pelo jornalista Pablo Calvo, a Justiça concluiu que o corpo do texto “não traz em seu conteúdo uma atitude discriminatória contra a mulher, não provoca violência de gênero nem atenta contra a dignidade, liberdade reprodutiva, igualdade, como tampouco gera um estereótipo no ânimo do leitor”. Neste sentido, vale observar que nas redações o jornalista faz a investigação e escreve a matéria, mas é o editor da seção que se ocupa dos títulos. Este seria o caso do que aconteceu no suplemento Zona.
A sentença diz que “reduzir o ato de ter filhos a um desejo de subsídio é menosprezar a mulher e desnaturalizar sua condição biológica, bastardear sua condição de mulher até sua máxima expressão”. A intenção do editor, prossegue, é “inclinar a percepção para o sentido mais pejorativo, predispondo o leitor a uma visão desqualificadora e discriminatória, beirando a marginalidade e o menosprezo em relação a estas mães, tentando gerar um clima adverso a elas”.
Depois de ter publicado o artigo, o Clarín reconheceu, em uma resposta a uma carta de leitores, que o título havia sido “infeliz”, razão pela qual seus advogados consideraram “exagerada” o pedido contido na ação judicial. Em sua defesa, o jornal advertiu as autoridades sobre uma suposta ameaça à liberdade de expressão e a uma tentativa de censura, vinculando a ação judicial com o enfrentamento que mantém com o governo, já que as três demandantes pertencem ao bloco parlamentar da “Frente para a Vitória”.
Segundo a decisão, o Clarín deverá retificar o título em um dia de igual tiragem aquele no qual se publicou a nota questionada. Também terá que publicar a retificação na página do jornal na internet. O jornal também terá que assumir a totalidade dos custos do processo. Quando publicado, o título do artigo gerou uma polêmica nas redações de vários meios de comunicação e foi material de debate nas escolas de jornalismo. O Clarín deve recorrer e o caso deve ir para a Corte Suprema.